O ator taiwanês Tseng Jing-hua conquistou o prêmio de Melhor Ator na edição do Asia Contents Awards & Global OTT Awards, realizada neste sábado (20) na cidade de Busan. O evento, de relevância internacional para o mercado de streaming, é organizado em conjunto pelo Festival Internacional de Cinema de Busan e pela Associação Coreana de Promoção da Radiodifusão.
A vitória de Tseng Jing-hua, que concorreu por sua performance na série Se Eu Nunca Tivesse Visto o Sol, surpreendeu a indústria local. O artista desbancou concorrentes de peso do cenário asiático, superando os sul-coreanos Kim Seon-ho e Hyun Bin, o chinês Song Weilong e o japonês Ryoma Takeuchi.
A estatueta foi entregue pela atriz Vivian Sung. Em seu pronunciamento de agradecimento, o ator descreveu o momento como uma montanha-russa de emoções e fez questão de dividir o mérito com a equipe técnica após os seis meses de filmagens.
“Sem vocês, eu não teria conseguido construir esse personagem. Quero agradecer a todos que participaram desta obra pelo trabalho e dedicação. Todos os dias mergulhamos profundamente nesta obra e acompanhamos esses personagens em seus momentos mais difíceis”, declarou.
Ao finalizar o discurso, o intérprete reforçou seu compromisso com o setor: “Ainda existem muitas possibilidades no caminho da atuação. Não desistam da arte.”
Análise do júri e justificativa do prêmio
A categoria de Melhor Ator era considerada a mais competitiva e de difícil previsão nesta edição do festival. A escolha do corpo de jurados foi respaldada pela complexidade dramática apresentada pelo ator taiwanês na tela.
Segundo a ata oficial de avaliação do júri, Tseng Jing-hua entregou uma transição psicológica rigorosa. Ele foi elogiado por retratar um personagem dividido de forma extrema entre a tristeza, a fúria e a apatia clínica, estabelecendo um forte contraste com a inocência de sua fase escolar na linha temporal da juventude.

Os avaliadores da premiação destacaram o domínio da atuação contida e minimalista do protagonista. De acordo com o relatório de votação, o ator abriu mão de excessos melodramáticos, utilizando microexpressões para traduzir o sofrimento físico e mental da história.
“Era como se cada veia de seu corpo estivesse contando uma história”, registrou o corpo de jurados ao analisar a dualidade entre luz e sombra que definiu a atuação vencedora da noite.

