Antes de o primeiro light stick acender na Cidade do Rock, o Stray Kids já sabia exatamente o tamanho do barulho dos STAYs brasileiros. Agora, Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N voltam ao país para uma noite que já nasceu histórica.
No dia 11 de setembro de 2026, o octeto encerra a programação do Palco Mundo no primeiro dia inteiramente dedicado ao K-pop nos 41 anos do Rock in Rio. NEXZ e Hwasa também passam pelo palco principal antes do grupo, em uma sequência que transforma uma conquista dos fãs em capítulo oficial da história do festival.
Mas esse encontro não começou na escalação do Rock in Rio. Ele foi construído em estádios lotados, cartazes feitos à mão, filas que atravessaram horas e um refrão em português que ninguém esperava ouvir na voz de Bang Chan.
Às vésperas do show, estes são os cinco momentos que explicam por que o Brasil deixou de ser apenas uma parada no mapa e virou território STAY.
1. O dia em que a espera finalmente acabou
Em abril de 2025, a turnê mundial dominATE trouxe o Stray Kids ao Brasil. A estreia aconteceu no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, antes de duas noites no MorumBIS, em São Paulo.
Para uma parte enorme do fandom, ver os oito integrantes entrando no palco foi a imagem que encerrou anos de espera. Não era apenas o primeiro show do grupo no país: era a confirmação de que o carinho demonstrado à distância tinha sido visto.

A resposta veio nas arquibancadas, nos coros e na energia mantida durante todo o espetáculo. Quem estava ali percebeu cedo: o Brasil não seria lembrado como mais uma data da turnê.
2. Três estádios esgotados e um recorde difícil de ignorar
O tamanho daquele reencontro apareceu também nos números. Segundo a Folha de S.Paulo, os três shows esgotados reuniram cerca de 160 mil pessoas e estabeleceram, até então, o maior público de uma atração de K-pop no Brasil.
O dado ajuda a dimensionar o que os vídeos não conseguem mostrar por inteiro. Cada estádio virou uma massa de vozes acompanhando versos em coreano e inglês com a mesma intensidade — e provou que a música do Stray Kids havia atravessado qualquer barreira de idioma.

Mais do que um recorde isolado, aquela passagem mudou o lugar do país na rota internacional do grupo. O convite para o Palco Mundo, pouco mais de um ano depois, parece a continuação natural de uma história que os STAYs ajudaram a escrever.
3. Bang Chan cantou “Ai Se Eu Te Pego” — e o estádio respondeu
No Rio de Janeiro, bastaram os primeiros segundos de “Ai Se Eu Te Pego”, sucesso de Michel Teló, para o público entender o que estava acontecendo. Bang Chan puxou o refrão em português e recebeu de volta um coro ensurdecedor.
Foi um gesto simples, espontâneo e certeiro. Em poucos minutos, o líder trocou a distância de um ídolo internacional pela cumplicidade de alguém disposto a entrar na brincadeira local. O registro correu pelas redes sociais e se tornou uma das memórias mais queridas daquela noite.

Esse tipo de momento não cabe em uma planilha de turnê. É justamente o que faz um show permanecer vivo depois que as luzes se apagam — e o que torna a expectativa pelo reencontro ainda maior.
4. Os STAYs fizeram o show continuar fora do estádio
A passagem da dominATE não terminou quando a última música acabou. Filas, encontros entre fãs, looks inspirados nos integrantes, projetos de arquibancada e milhares de vídeos transformaram os shows em uma experiência compartilhada também por quem acompanhava tudo pelo celular.
Nas redes, cada detalhe ganhou uma segunda vida: o sorriso de um integrante, uma fala improvisada, o mar de light sticks e até a emoção de quem finalmente conseguiu ver o grupo de perto. O fandom brasileiro fez aquilo que sabe fazer melhor — ampliou o momento até ele se tornar impossível de ignorar.

É essa mesma mobilização que deve tomar a Cidade do Rock. Pela primeira vez, o festival também autorizou a entrada de light sticks, um detalhe pequeno na logística, mas enorme no reconhecimento da cultura dos fãs de K-pop.
5. O Rock in Rio transforma o reencontro em história
O retorno acontece em outro patamar. O Stray Kids não chega apenas como convidado: será o headliner responsável por fechar o primeiro dia completo de K-pop da história do Rock in Rio, como destaca a programação repercutida pelo UOL Splash.
É uma escala perfeita para a força do grupo. O repertório do Stray Kids foi feito para grandes multidões: batidas pesadas, coreografias de impacto e refrões que crescem quando milhares de pessoas respondem juntas.
“God’s Menu”, “MANIAC”, “Thunderous”, “Back Door”, “Chk Chk Boom”, “S-Class” e “LALALALA” estão entre as faixas que os fãs sonham ouvir no Palco Mundo — embora o setlist oficial só seja conhecido durante a apresentação.
Há ainda um peso simbólico difícil de separar da festa. Durante anos, o K-pop reuniu multidões no Brasil sem ocupar o centro dos maiores festivais nacionais. Em 11 de setembro, ele estará justamente no maior palco da Cidade do Rock, com um grupo que já conhece a intensidade do público brasileiro.
Uma noite para entrar na memória dos STAYs
Os shows de 2025 provaram que a relação entre Stray Kids e Brasil não depende de exagero: ela pode ser medida em três estádios esgotados, milhares de vozes e lembranças que ainda circulam entre os fãs.
O Rock in Rio chega como o próximo capítulo — maior, mais visível e carregado de expectativa. Quando os oito integrantes ocuparem o Palco Mundo, não estarão apenas voltando ao país. Estarão encontrando novamente um público que transformou cada visita em casa.
Stray Kids no Rock in Rio 2026
Data: 11 de setembro de 2026
Palco: Palco Mundo
Destaque: encerramento do primeiro dia do festival inteiramente dedicado ao K-pop

