Este artigo contém spoilers diretos do final de A Leste do Palácio. O texto explica a verdadeira origem da maldição real, a identidade do ak-gwi responsável pelas mortes atuais e a condição final de Gu-cheon.
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O que acontece no final
Na reta final da série, Gu-cheon e Saeng-gang descobrem que a maldição original, atribuída ao espírito do lago (a dama da corte executada há 30 anos), foi apenas uma cortina de fumaça. Os assassinatos originais dos príncipes foram cometidos pela avó de Saeng-gang (mãe do atual rei), que envenenou os herdeiros reais para garantir o trono para seu filho e, depois, assassinou a própria filha (mãe de Saeng-gang) para encobrir seus rastros.
As mortes atuais dos príncipes, no entanto, são obra do príncipe herdeiro. Ao descobrir a estratégia da avó graças à sua habilidade de ouvir espíritos, ele assassinou os irmãos mais velhos para garantir o poder e colocar a culpa na maldição. O rei, sabendo da verdade e negando a coroa a um assassino da própria família, matou o próprio filho. Após sua morte, o ressentimento transformou o príncipe herdeiro no verdadeiro ak-gwi, que continuou a matar seus irmãos na forma espiritual.
Na batalha final no Reino dos Gwi, o rei pede perdão pelos crimes do passado, enfraquecendo o poder do ak-gwi. Gu-cheon faz um acordo com o Gwi-mae Primordial para obter uma arma capaz de destruir a alma do príncipe. Ele assume o risco de se transformar em um espírito maligno para salvar Saeng-gang. Após destruir a alma do ak-gwi, ele entrega sua energia vital para ela fugir. Ele paga o preço pelo acordo e se transforma, mas luta contra sua nova condição e acorda no mundo humano.

Final explicado: significado do encerramento
A verdadeira natureza da maldição em A Leste do Palácio altera o foco do sobrenatural para a natureza humana. O roteiro estabelece que a ganância humana — primeiro a da avó de Saeng-gang e depois a do príncipe herdeiro — foi a força motriz por trás do colapso da família real. O ak-gwi e a won-gwi funcionaram apenas como consequências ou bodes expiatórios para a ambição política pelo trono.
A decisão do rei de confessar seus crimes (a ocultação dos assassinatos da mãe e o extermínio de uma vila doente) atua como a quebra definitiva do ciclo de tragédias. A narrativa indica que o poder mantido pela mentira alimentou os espíritos, e apenas o arrependimento sincero cortou a fonte de energia que fortalecia o ódio no Reino dos Gwi.
O sacrifício de Gu-cheon representa a quebra do padrão de egoísmo do palácio. Enquanto a família real matava os próprios membros para sobreviver, o caçador de espíritos entregou a própria humanidade e alma para garantir a sobrevivência de Saeng-gang, contrastando as ações dos nobres com a nobreza de um forasteiro.

Destino dos personagens
Gu-cheon: Faz um acordo que exige sua transformação em um ak-gwi para destruir a alma do príncipe herdeiro e proteger Saeng-gang. Ele sobrevive, retorna ao mundo humano e deixa o palácio ao lado dela. Contudo, continua preso ao mundo espiritual por uma corrente invisível ligada ao seu braço.
Saeng-gang: Descobre que sua própria avó orquestrou as mortes do palácio e o assassinato de sua mãe. Sobrevive à batalha no Reino dos Gwi graças ao sacrifício de Gu-cheon. Abandona sua posição no palácio para viver ao lado dele.
O Rei: Admite publicamente os crimes de sua linhagem e as atrocidades cometidas contra a vila para manter seu poder. Seu arrependimento enfraquece o ak-gwi e ele poupa a vida de Gu-cheon, desconstruindo a ordem de ocultação de segredos no palácio.
Príncipe Herdeiro (Ak-gwi): Assassinado pelo próprio pai após tentar usurpar o plano da avó de matar os irmãos pelo trono. Como espírito vingativo sem redenção possível, tem sua alma completamente destruída pela arma usada por Gu-cheon.
Avó de Saeng-gang (Mãe do Rei): A série consolida que ela foi a verdadeira assassina do passado, envenenando os herdeiros e a própria filha.

Explicação da última cena
A cena final mostra Gu-cheon, Saeng-gang e o espírito Ggeomeoksali deixando o palácio. No entanto, um detalhe visual é revelado ao público e ocultado de Saeng-gang: uma corrente sobrenatural ainda prende o pulso de Gu-cheon, estendendo-se até o Reino dos Gwi.
Esse elemento atua como um recurso de final aberto para o universo sobrenatural da série. A corrente estabelece que a transformação prometida no pacto com o Gwi-mae Primordial não foi anulada, mas adiada. A sobrevivência de Gu-cheon no mundo humano é condicional e sua ligação com o mundo espiritual é permanente.
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Dúvidas sobre o final
Quem era a won-gwi (espírito do lago)? A won-gwi era a alma ressentida da dama da corte executada injustamente há 30 anos. Gu-cheon consegue libertá-la eliminando seu ressentimento. Ela, no entanto, não era a responsável pelas mortes dos príncipes, mas sim a justificativa perfeita usada pela verdadeira assassina.
Quem matava os príncipes no passado e no presente? No passado (30 anos atrás), os príncipes foram envenenados pela avó de Saeng-gang para colocar o atual rei no trono. No presente, as mortes foram causadas pelo príncipe herdeiro (primeiro fisicamente e depois como espírito maligno) na tentativa de replicar o plano da avó.
Gu-cheon virou um ak-gwi? Sim. O acordo com o Gwi-mae Primordial cobrou o preço e sua alma foi transformada. Contudo, devido à sua resistência e vontade de lutar na fronteira espiritual, ele recuperou sua consciência física no mundo humano. A corrente em seu pulso confirma que sua alma ainda está condenada à escuridão.


Parabéns por ter escrito antes de podermos ver! Achei meio chatinho, mas vi tudo
Obrigada pelos seus comentários
Oi, Miriam! 😊
Muito obrigado pelo comentário!
Fico feliz que a explicação tenha ajudado. Realmente, o final dividiu bastante opiniões, mas espero que o artigo tenha esclarecido os principais pontos. 💜