Yang Yang (Amor Oculto, Você É Minha Glória) está de volta em uma forma monumental. Em As aventuras de Zhan Zhao, que acaba de estrear, ele lidera um elenco estelar que inclui Zhang Ruonan e Alen Fang em uma história de honra, conspiração e redenção. A trama, uma montanha-russa de ação wuxia, gira em torno de um guarda imperial encurralado por forças invisíveis e uma verdade pela qual vale a pena morrer.
O que torna esta produção um evento sísmico no entretenimento? Não se trata apenas de mais um drama de época. É a primeira incursão do titã da produção Daylight Entertainment (Nirvana in Fire) no gênero wuxia, uma adaptação que transforma um personagem clássico coadjuvante no herói absoluto de sua própria jornada, e uma aula magistral de ação que dispensa efeitos digitais em favor de um realismo de tirar o fôlego. É a fusão perfeita de prestígio narrativo e espetáculo visual.
Mas o que realmente prende o olhar e acelera o coração é como a série transforma rostos conhecidos em versões completamente imprevisíveis de si mesmos — especialmente Yang Yang, que abraça um heroísmo torturado e vulnerável como você nunca viu.

Um herói de joelhos
Há um momento, logo no primeiro episódio, em que a câmera se demora no olhar de Yang Yang. Não é o brilho confiante do galã de comédias românticas que o mundo se acostumou a adorar. Há um peso ali. Uma escuridão. O tipo de cansaço que não vem do corpo, mas de uma alma que já viu o pior do mundo e escolheu, ainda assim, não se render a ele. É aí que você entende: As aventuras de Zhan Zhao chegou para bagunçar todas as suas expectativas.
Esqueça o herói invencível e unidimensional. A série, que adapta o romance Yu Lin Ling da autora minifish — uma releitura ousada do clássico Os Sete Heróis e Cinco Galantes —, pega o arquétipo do “guarda imperial honrado” e o submete a uma pressão insuportável. Zhan Zhao (Yang Yang) é um homem em pedaços. Um guerreiro de quarta patente que, ao receber de um amigo morto a prova de uma conspiração que pode derrubar o império, se torna o alvo mais valioso e mais caçado de todo o reino.
A atmosfera é sufocante. Filmada com uma crueza visual impressionante, a série troca o brilho plastificado de muitos dramas de época por uma sensação palpável de perigo e realismo. Cenários foram construídos meticulosamente para recriar a dinastia Song do Norte, e as cenas de luta, coreografadas com uma fisicalidade brutal, fazem você sentir cada impacto. Chuva, becos escuros, o rangido de um barco à noite — tudo contribui para uma sensação de imersão que beira o sufocante. E nesse mundo, um Zhan Zhao envenenado, perseguido e, em determinado momento, preso e acorrentado, precisa decidir em quem confiar.
É nesse turbilhão que entram Huo Linglong (Zhang Ruonan) e Bai Yutang (Alen Fang). Ela, uma herdeira rebelde que foge de um casamento arranjado e se revela uma estrategista nata. Ele, um espadachim arrogante e letal, conhecido como o “Rato de Pelagem Dourada”, que luta por sua própria e distorcida noção de justiça. A química entre os três é elétrica, mas não no sentido romântico fácil. É a tensão de três fogos queimando em direções diferentes, forçados a se unir para não serem consumidos pela escuridão.

Quem é quem no elenco
Yang Yang é Zhan Zhao: O Herói de Joelhos
Esqueçam o galã intocável. O Zhan Zhao de Yang Yang é uma assombração com uma missão. Como um guarda imperial de quarta patente conhecido como o “Herói do Sul”, ele personifica a retidão. Mas quando a trama começa, a retidão se tornou uma sentença de morte. Caçado por forças do submundo e do próprio governo que jurou proteger, ele carrega nos ombros não apenas o peso de uma conspiração mortal (o Príncipe de Xiangyang está tramando uma rebelião), mas a culpa por uma amizade perdida. Sua jornada é uma peregrinação de dor: ele é envenenado, acuado e forçado a se entregar para salvar inocentes. O produtor Hou Hongliang o chamou de “o Zhan Zhao predestinado”, e a razão é clara: Yang Yang imbui o herói com uma fragilidade silenciosa que torna seus raros momentos de explosão marcial ainda mais catárticos. Não é sobre a luta que ele vence; é sobre a humanidade que ele insiste em preservar enquanto perde todo o resto.
Zhang Ruonan é Huo Linglong: Muito Além da Donzela em Fuga
Huo Linglong é a faísca que incendeia a história. Herdeira do Pavilhão Linglong, ela comete o ato de rebeldia definitivo para uma mulher de seu tempo: foge de casa para escapar de um casamento arranjado. Mas não a subestime como uma mera donzela em apuros. O que torna a personagem fascinante é a sua rápida transformação de fugitiva relutante para uma peça central ativa na conspiração. Inteligente, teimosa e dotada de uma coragem que beira a inconsequência, ela não apenas carrega as provas que podem destruir o Príncipe de Xiangyang, mas também se revela uma mestra em engenhocas e estratégias. Zhang Ruonan, conhecida por papéis mais delicados, abraça uma fisicalidade inédita. Sua Huo Linglong é o coração pulsante do trio, a prova viva de que a verdadeira nobreza não está no sangue, mas na escolha de lutar quando fugir seria a opção mais segura.
Alen Fang é Bai Yutang: O Justiceiro da Seda Branca
Se Zhan Zhao representa a lei contida e torturada, Bai Yutang é o seu oposto absoluto: a justiça pelas próprias mãos, vestida de seda branca e armada com uma arrogância letal. Conhecido como o “Rato de Pelagem Dourada”, este espadachim errante não deve lealdade a ninguém, apenas à sua própria e inflexível bússola moral. Sua entrada triunfal na história — guiando uma Huo Linglong encurralada a derrotar seus inimigos — é o momento em que o drama ganha uma nova voltagem. Alen Fang interpreta Bai Yutang com um sorriso debochado e uma agilidade felina. Ele não se junta a Zhan Zhao por altruísmo, mas por um desejo quase egoísta de testar suas habilidades e desafiar a autoridade. O arco dramático do personagem reside em sua transformação de lobo solitário a membro relutante de uma matilha.
Zhang Yuxi é Zhang Yueshi: A Sombra nas Fronteiras
Pouco revelada nos materiais iniciais, Zhang Yueshi é a carta na manga da trama. Interpretada por Zhang Yuxi, sua presença parece estar ligada aos elementos mais fantásticos e misteriosos da conspiração. Descrita como a “Portadora da Lua”, sua personagem opera nas fronteiras do conflito central, conectando o mundo palpável da política com o universo etéreo do misticismo marcial. Sua lealdade é um segredo bem guardado, e seu conhecimento sobre os planos do vilão pode ser a chave final para desmantelar uma teia de corrupção que se infiltrou em todos os níveis do império.

Sobre a história
Imagine um império à beira do abismo. Sob o reinado do Imperador Renzong, o Príncipe de Xiangyang, uma figura poderosa e sombria, conspira nos bastidores, aliando-se secretamente ao império vizinho de Xia Ocidental. É uma teia de corrupção tão vasta que sufoca tanto a corte imperial quanto o submundo do crime. No centro desse furacão, uma única prova capaz de destruí-lo surge das cinzas: um bilhete, deixado por um amigo morto, chega às mãos do guarda imperial Zhan Zhao.
A partir desse instante, a vida de Zhan Zhao se torna um pesadelo. Ele é forçado a uma jornada solitária e sangrenta, onde cada sombra pode ser um assassino e cada aliado, um traidor em potencial. Sua única chance de sobrevivência surge do caos: primeiro, ao cruzar com Huo Linglong, que ele salva e a quem confia a evidência vital antes de se sacrificar para ser capturado. Depois, quando ela, agora caçada por seu próprio noivo e pelos capangas do Príncipe, forma uma aliança improvável com o letal Bai Yutang. Juntos, os três embarcam em uma missão desesperada para resgatar Zhan Zhao e expor a conspiração, infiltrando-se em operações criminosas e desarmando um plano diabólico que promete incendiar o reino.
Curiosidades do dorama
- Não é uma adaptação direta, mas uma reinvenção: A obra é baseada no livro Yu Lin Ling de minifish, que por sua vez é uma releitura do épico clássico chinês Os Sete Heróis e Cinco Galantes. A grande sacada é transformar Zhan Zhao, um personagem de apoio nos contos originais, no protagonista absoluto.
- O “Dream Team” dos bastidores: A produção é um encontro de gigantes. É a primeira série wuxia da Daylight Entertainment, o estúdio por trás de obras-primas como Nirvana in Fire e A Jornada de Minglan. O produtor Hou Hongliang é uma lenda do gênero de época, e a ele se juntam o diretor Liu Hongyuan (Reset) e o roteirista Wu Tong (A Jornada de Minglan).
- Adeus, CGI exagerado: A equipe optou por construir cenários reais, pesquisando meticulosamente a arquitetura da Dinastia Song, e coreografou cenas de luta baseadas em artes marciais chinesas tradicionais, rejeitando o uso excessivo de efeitos visuais em favor de um realismo quase documental.
- Inspiração nos fãs: Yang Yang revelou em entrevistas que se sentiu “predestinado” ao papel. Curiosamente, anos antes da produção, ele já havia participado de um programa de variedades vestido como Zhan Zhao, provocando uma comoção entre os fãs que sonhavam em vê-lo nesse papel. A produção transformou esse desejo coletivo em realidade.
- Lançamento global meteórico: A série não só estreou na CCTV e no Youku na China, como também foi adquirida para um lançamento internacional simultâneo pela Disney+, com versões legendadas alcançando o mundo inteiro, incluindo o Rakuten Viki.
Onde assistir
No Brasil, As aventuras de Zhan Zhao está disponível exclusivamente no Rakuten Viki. A plataforma estreou os três primeiros episódios e seguirá com novos capítulos regularmente. É só acessar, preparar a pipoca e mergulhar nesse épico wuxia.
