Ryu Seung-ryong leva o Daesang, Hyun Bin e Park Bo-young vencem: o resumo do 62º Baeksang Arts Awards

Cerimônia aconteceu ontem (8) em Seul e premiou também Yoo Hae-jin no cinema, além de consagrar A Vida dos Sonhos do Sr. Kim como a força da TV coreana no último ano

Foto do repórter Yoo Dae-gil
Estrelas que brilharam no tapete vermelho da 62ª edição do Baeksang Arts Awards

O Baeksang entregou seus prêmios ontem, dia 8, no COEX, em Gangnam. E o nome da noite na TV foi Ryu Seung-ryong.

Ele levou o Grande Prêmio — o Daesang — por A Vida dos Sonhos do Sr. Kim, da JTBC. O personagem é um pai de família na casa dos 50 anos, desses que a TV coreana sabe construir como ninguém, e o discurso dele foi curto, direto, sem firula: “Seung-ryong, você trabalhou duro. E a todos os Nak-soos do país, sejam felizes.”

Ator de meia-idade em um palco de premiação, segurando um troféu dourado, vestindo terno escuro e sorrindo para a plateia.
Ryu Seung-ryong recebeu o Grande Prêmio da TV por seu papel em A Vida dos Sonhos do Sr. Kim.

Os grandes da TV

Melhor Drama foi paraEu, Você e Toda uma Vida, da Netflix. O júri destacou o equilíbrio entre roteiro, direção e atuações — esse tipo de avaliação que não entrega para um só nome. Hyun Bin venceu como Melhor Ator por Made in Korea, do Disney+. Park Bo-young levou Melhor Atriz por Uma Seul Desconhecida, da tvN.

Unknown Seoul, aliás, também deu o prêmio de Melhor Direção para Park Shin-woo. E o roteiro de Eunjung and Sangyeon, assinado por Song Hye-jin, venceu na categoria de Melhor Roteiro. A noite foi generosa com essas duas produções.

Nos coadjuvantes, Yoo Seung-mok venceu por Manager Kim — mais um troféu para a série — e Im Soo-jung levou por Low Life. Entre os revelações, Lee Chae-min (Tyrant’s Chef) e Bang Hyo-rin (Aema) foram os escolhidos.

O Melhor Programa de Variedades foi Rookie Director Kim Yeon-koung, da MBC, que acompanha a jogadora de vôlei Kim Yeon-koung assumindo como técnica. Em Educacionais, venceu Docu Insight: Our Time is Shining, documentário da KBS sobre a amizade entre um senhor de 70 anos e uma criança de oito.

Ator e atriz coreanos em um palco de premiação, ele de terno escuro e ela com vestido longo claro, ambos segurando troféus e sorrindo.
Hyun Bin venceu por Made in Korea; Park Bo-young, por Uma Seul Desconhecida.

Cinema: Yoo Hae-jin no topo

No cinema, o Daesang foi para Yoo Hae-jin, por The Man Who Lives with the King. Ele fez questão de creditar o prêmio aos 17 milhões de espectadores que o filme levou às salas.

O longa saiu da noite com três troféus: o Daesang, o Gucci Impact Award — focado em relevância social — e Melhor Ator Revelação para Park Ji-hoon.

Melhor Filme foi I Can’t Help It, do Park Chan-wook. Comédia de humor negro sobre desemprego e inteligência artificial. Lee Sung-min levou Melhor Ator Coadjuvante por esse mesmo filme.

Park Jung-min venceu Melhor Ator por Face e, com isso, fechou as três principais categorias de atuação do Baeksang: Revelação, Coadjuvante e Principal. Moon Ga-young levou Melhor Atriz por If We. Shin Se-kyung ficou com Melhor Atriz Coadjuvante por Humint, interpretando uma funcionária norte-coreana.

Entre os independentes, The Owner of the World levou Melhor Diretor (Yoon Ga-eun) e Melhor Atriz Revelação (Seo Soo-bin).

Teatro e musical

No teatro, Jellyfish venceu como Melhor Peça. É uma adaptação da obra de Ben Weatherill sobre uma jovem com Síndrome de Down, coproduzida pelo Korea Disability Arts & Culture Center. Kim Shin-rok venceu na categoria de Atuação pelo monólogo Prima Facie.

O Baeksang também estreou uma categoria de Musicais este ano — o que faz sentido, já que a indústria coreana do gênero completou 60 anos. Mongyudowon levou Melhor Obra. Seo Byung-goo venceu em Criação pela coreografia de Evita. E Kim Jun-su foi premiado em Atuação por Beetlejuice.

Popularidade

Nos prêmios de popularidade, votados pelo público via Naver, Park Ji-hoon e Im Yoon-ah foram os vencedores.

O Baeksang fechou sua 62ª edição com um recado claro: a TV coreana falou de envelhecimento, aposentadoria, juventude e morte. O cinema, de desemprego, inteligência artificial e salas cheias. E o teatro mostrou que cabe na premiação tanto quanto qualquer blockbuster.

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