‘Tóquio P.D. Relações Públicas 2’ estreia hoje no Viki com astro de ‘O Amor Pode Ser Traduzido?’

Fukushi Sota troca o romance pelo distintivo em um drama policial japonês que vai na contramão do gênero — aqui, o que importa não é o tiroteio, mas o que a polícia diz depois dele.

‘Tóquio P.D. Relações Públicas 2’ estreia hoje no Viki com astro de ‘O Amor Pode Ser Traduzido?’
Fukushi Sota como o detetive Rintaro Imaizumi em Tóquio P.D. Relações Públicas 2.

Tem ator que a gente descobre num romance e, quando vê, já está seguindo para onde ele for. Fukushi Sota entrou no radar brasileiro com O Amor Pode Ser Traduzido?, da Netflix. Hoje, 1º de maio, ele reaparece em um registro completamente diferente — e o palco agora é o Viki.

Tóquio P.D. Relações Públicas 2 chega à plataforma nesta sexta-feira com a primeira temporada. A produção foi ao ar originalmente na TV Fuji entre janeiro e abril de 2026, e agora ganha lançamento internacional com legendas em português. O horário exato de liberação não foi divulgado.

Fukushi Sota interpreta Rintaro Imaizumi, um detetive que sempre sonhou com a Primeira Divisão de Investigação — a elite da Polícia Metropolitana de Tóquio. O destino, porém, resolve pregar uma peça: em vez de caçar criminosos nas ruas, ele vai parar justamente no departamento que mais detesta, o de Relações Públicas.

A ironia é o motor da série. Imaizumi agora precisa lidar com jornalistas, vazamentos, entrevistas coletivas e a opinião pública — tudo isso enquanto crimes reais estão em andamento e a informação precisa ser controlada. O roteiro tem um diferencial que salta aos olhos: foi escrito por alguém que realmente atuou como repórter policial em Tóquio. Isso dá ao texto uma camada de realismo que falta em muitos dramas do gênero.

A direção é de Iwata Kazuyuki e Ueda Yasushi. No elenco, Ogata Naoto vive Ando Naoshi, o chefe do protagonista, e nomes como Yoshikawa Ai, Masana Bokuzo, Takezai Terunosuke e Ota Rina completam o time.

Fukushi Sota atrás de um púlpito com microfones, em uma sala cheia de jornalistas, com expressão tensa.
Cena de Tóquio P.D. Relações Públicas 2 mostrando o protagonista em uma coletiva de imprensa.

São 11 episódios de aproximadamente 54 minutos cada. Para quem está acostumado com dramas policiais de perseguição e tiroteio, o aviso é: aqui o foco é outro. A tensão está nos bastidores — na versão oficial que vai para os jornais, na informação que vaza, no que a polícia escolhe contar ou esconder. É um jogo de narrativa, não de balística.

Fukushi Sota, longe dos papéis românticos que marcaram o início da carreira, aparece mais maduro. Imaizumi é um investigador por instinto que precisa aprender a se mover num ambiente onde a burocracia e a política falam mais alto do que a verdade. O conflito entre o que ele quer fazer e o que o cargo permite é o que sustenta a temporada.

Ogata Naoto de terno, sentado em uma mesa de escritório, com papéis e um telefone, olhando para frente com expressão calma.
Ogata Naoto como Ando Naoshi, chefe do departamento de Relações Públicas.

Para assistir no Brasil, o caminho é o Viki — plataforma com catálogo extenso de produções asiáticas, que funciona por assinatura ou com anúncios em alguns casos. Basta criar uma conta em viki.com, buscar pelo título e dar o play. As legendas em português estão garantidas pela comunidade de voluntários que o Viki mantém.

Se você estava procurando um drama japonês novo para começar o mês, Tóquio P.D. Relações Públicas 2 entrega algo que foge da fórmula batida. Não é sobre quem puxa o gatilho — é sobre quem controla a manchete. E, num mundo onde a informação vira arma, isso talvez seja ainda mais perigoso.

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