Positivo, é seu: Primeiras Impressões dos Episódios 1 e 2
Quando um caso de uma noite resulta numa gravidez não planejada, nossa protagonista fica dividida entre seguir seus sonhos profissionais e se tornar mãe. Reunida com o pai do bebê — o recém-nomeado presidente da empresa dela — ela precisa navegar por pressões familiares, traumas do passado e a probabilidade de um relacionamento construído na obrigação em vez da escolha.
Antes de assistir à estreia de Positivo, é seu, eu estava — sendo totalmente honesta — um pouco tendenciosa contra esse drama em particular. Não acho o clichê de gravidez surpresa um catalisador terrivelmente romântico, principalmente porque a premissa de “ficar junto pelas crianças” muitas vezes leva a realidades infelizes. Mas, sabendo que eu tinha opiniões fortes, fiz o meu melhor para deixar meus preconceitos de lado e confiar no processo. E fui razoavelmente bem-sucedida.
Um Começo Agitado e Cheio de Tropos
Na pressa de chegar à noite de paixão que dá início à trama principal, os roteiristas apresentaram uma série de personagens e clichês numa sucessão rápida. Começamos com a introdução da nossa protagonista Jang Hee-won (Oh Yeon-seo). Ela está disfarçada (se é que uma peruca conta como disfarce) num evento de encontros no lugar de sua melhor amiga.

Embora minha primeira impressão de Hee-won seja a de uma mulher extremamente confiante, minha opinião mudou rapidamente quando ela tomou decisões questionáveis na festa. Para evitar seu chefe temperamental, ela decide se agarrar ao braço do homem mais atraente do local: Kang Doo-joon (Choi Jin-hyuk), seu futuro “baby daddy”.
O Encontro do Destino (e a chuva de clichês)
Hee-won é supostamente reservada, mas foi muito atirada com Doo-joon na festa. Após descobrir que sua amiga beijou sua paixão secreta, Hee-won acaba sozinha num ponto de ônibus, levando um banho de chuva causado pelo carro de Doo-joon.

Doo-joon, pensando que ela é uma maluca atacando seu carro, lhe entrega um cheque de um milhão de wons para se livrar dela. Mas o destino, claro, tem outros planos. Eles se reencontram numa festa de lançamento de cerveja da empresa onde Hee-won trabalha e Doo-joon é o novo presidente (embora ela não saiba).
Química Surpreendente e a Noite Fatídica
Entre conversas sobre cerveja e uma fuga para o Rio Han, a química acontece. Hee-won brilha ao compartilhar seus sonhos profissionais, e Doo-joon fica encantado.

Apesar dos meus preconceitos iniciais, não posso negar: esse casal tem uma química palpável. A noite juntos serviu bem para estabelecer sua compatibilidade futura antes que o bebê se tornasse um fator. E, felizmente, na manhã seguinte não houve amnésia induzida pelo álcool. Hee-won lembra de tudo.
O Trauma e a Revelação
Como todo bom protagonista, Doo-joon carrega um trauma: a morte do irmão, que o fez jurar nunca se casar. No entanto, semanas depois, Hee-won descobre a gravidez. Em mais uma coincidência do “Dramaland”, ela encontra Doo-joon na clínica de obstetrícia (ele estava acompanhando a sobrinha).
Ao descobrir a verdade, a reação de Doo-joon surpreende: ele propõe casamento. Hee-won, no entanto, recusa um casamento sem amor, temendo repetir os erros dos pais.

Veredito das Primeiras Impressões
Apesar de um começo turbulento e meus receios com o tema, saio da estreia de Positivo, é seu com uma impressão positiva. A história usa o passado da protagonista para confrontar os problemas reais de um casamento forçado.
Também aprecio que Doo-joon respeite a autonomia de Hee-won. Ele propõe que eles namorem para “fazer as coisas direito”, sugerindo que seu interesse vai além da obrigação.
Pontos Fortes:
- Química excelente entre os protagonistas.
- Abordagem madura sobre os traumas familiares.
- Doo-joon respeitando as decisões de Hee-won.
Pontos de Atenção:
- Ritmo acelerado e muitos clichês no primeiro episódio.
- A cunhada antagonista (Jeong-eum) pode se tornar cansativa.
Se o drama continuar desenvolvendo o relacionamento de forma natural, temos uma joia em mãos!

