Se tem uma coisa que A Gente Tenta deixou claro desde o primeiro episódio é que o roteiro não tem pena de seus personagens. E no centro desse moedor de carne emocional está Hwang Dong Man (Koo Kyo Hwan).
A jornada do diretor, que passou vinte anos abraçado ao fracasso, à solidão e a um idealismo quase teimoso, virou o coração da série. Agora que a tão sonhada oportunidade de estreia finalmente bateu à porta, a pergunta que domina as redes é uma só: ele vai ter um final feliz ou a série vai puxar o tapete de novo?
Como o dorama nunca entregou um caminho fácil para ninguém, o encerramento de Dong Man tem tudo para ser mais realista — e doloroso — do que um simples final de novela. Com base no desenvolvimento da trama, dissecamos 5 previsões do que o aguarda no desfecho.
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1. A estreia do filme será uma vitória moral, não apenas comercial

A aposta mais segura é que ele consiga, enfim, concluir as filmagens de O Criador de Climas. Depois de passar duas décadas sobrevivendo apenas de um roteiro e de um sonho que todo mundo taxava de impossível, tirar o filme do papel é a grande catarse que o público exige.
Mesmo que o longa não exploda nas bilheterias logo de cara, a estreia representa a vitória emocional definitiva. O final deve deixar claro que, para Dong Man, o processo de resistir importou muito mais do que o resultado financeiro.
2. A guerra fria com o The Eight Club vai esfriar

O histórico dele com o The Eight Club é um campo minado de conflitos, ego e mágoas acumuladas. Mas a reta final já começou a plantar a semente da empatia. Os outros membros estão lentamente deixando a raiva de lado ao perceberem que, por baixo daquela postura difícil, Dong Man estava apenas sangrando e sozinho.
A reconciliação não deve ser forçada. Não espere que eles virem melhores amigos de infância da noite para o dia. A previsão é um acordo de paz silencioso, onde o rancor é substituído pela aceitação que ele passou a vida inteira buscando.
3. A máscara das tagarelices vai cair

Até aqui, a principal tática de defesa de Dong Man era o barulho. Ele sempre escondeu o medo e o pânico de falhar atrás de discursos longos, tagarelices sem fim e atitudes impulsivas.
O encerramento deve mostrar a maior quebra desse padrão. Ele está aprendendo a se ler e a encarar a dor reprimida. O desfecho provável é nos entregar um Dong Man emocionalmente mais silencioso e em paz. Ele pode até continuar excêntrico, mas o modo fuga será desligado.
4. O porto seguro ao lado de Byeon Eun A

Se você espera juras de amor grandiosas entre Hwang Dong Man e Byeon Eun A (Go Youn Jung), provavelmente vai se frustrar. A aproximação deles é muito mais madura: ela nasceu do cansaço e das cicatrizes que ambos dividem. Eles se leem sem precisar de textos expositivos.
O final perfeito para os dois é a consolidação desse espaço seguro. A série aponta para uma relação baseada em cumplicidade bruta e tranquila. A grande vitória de Dong Man nesse quesito é, simplesmente, parar de enfrentar o peso do mundo sozinho.
5. O idealismo intacto (e teimoso)

A chance de Dong Man virar um “vendido” da indústria após a estreia do filme é praticamente zero. Ele não vai abaixar a cabeça para as regras corporativas fáceis porque a teimosia e a visão própria já são o núcleo de quem ele é.
A série martelou o tempo todo que foi justamente esse idealismo inquebrável que o manteve vivo durante vinte anos de portas na cara. Seu final deve celebrar essa essência. Ele pode finalmente alcançar o reconhecimento, mas o sucesso não vai apagar o cineasta teimoso e honesto que sempre existiu ali.

