Acabou de entrar na Netflix — e já chega com cara de dorama feito para causar barulho.
My Royal Nemesis estreou nesta sexta-feira, 8 de maio, no catálogo brasileiro. E, para quem gosta de romance impossível, troca de época, confusão de identidade e protagonista jogada no caos logo de cara, o primeiro episódio não enrola.
Uma das vilãs mais temidas da história de Joseon é condenada à morte por veneno. Fecha os olhos no século 19. Abre em 2026 — dentro do corpo de uma atriz desconhecida e completamente falida. A transição não é só temporal, é cultural, social e profundamente cômica. Porque, convenhamos, a corte de Joseon e a indústria do entretenimento coreana têm mais em comum do que parece.
Quem carrega essa confusão é Lim Ji Yeon. A mesma Park Yeon-jin de A lição. E ela entrega uma atuação precisa ao navegar entre a frieza cortesã de Kang Dan-shim e o desespero de Shin Seo-ri, uma atriz que mal consegue pagar o aluguel.

Do outro lado, tem Heo Nam Jun — aquele que muita gente descobriu em Quando o Telefone Toca. Aqui, ele aparece como Cha Se-gye, um herdeiro forjado no coração mais cruel do capitalismo coreano. Desses que não parecem ter tempo para se apaixonar por ninguém. Até que o destino resolve colocar essa dupla em rota de colisão.
O que começa como choque de mundos vai ganhando camadas. Tensão romântica, claro. Mas antes disso, choque cultural puro. Completa o trio central Jang Seung Jo (de O Sapo e Chocolate), que imediatamente se posiciona como uma peça perigosa no tabuleiro corporativo.
Como acompanhar
A estreia de hoje é o primeiro de 14 episódios. O esquema é o clássico “dois por semana”: episódios novos entram toda sexta e sábado, no mesmo dia da exibição sul-coreana na SBS. Dá para acompanhar no ritmo original ou segurar os episódios e maratonar mais tarde. Mas, considerando como o primeiro capítulo termina, essa segunda opção vai exigir um autocontrole que eu particularmente não tenho.
Se a ideia for começar algo novo hoje, esse aqui já está no ar.

