No Japão, cerca de 200 mil pessoas morrem por ano sem que ninguém saiba exatamente o porquê. É um dado real e assustador que serve de combustível para Loved One, o novo drama médico-forense que chega ao catálogo da Netflix neste domingo (26).
A trama traz Dean Fujioka na pele de Masumi Mizusawa, um patologista forense brilhante e bem esquisito que volta dos Estados Unidos para integrar uma nova unidade investigativa, a MEJ. Desta vez, o ator deixa de lado o papel de galã tradicional para entregar um gênio antissocial que ignora hierarquias e só para de trabalhar quando encontra uma contradição no corpo que está analisando. Só que ele não está ali apenas para resolver crimes.
O detalhe é outro: o título da série remete ao termo que os legistas usam para tratar o falecido com respeito, lembrando que aquele corpo já foi o “ser amado” de alguém. Aqui a proposta muda, saindo daquele procedural de crime comum e entrando em um território muito mais humano. O foco não é só descobrir quem matou, mas quem era aquela pessoa antes de virar uma estatística de “causa desconhecida”.
É aí que entra a dinâmica com Maho Kiryu (Kumi Takiuchi), uma burocrata ambiciosa que precisa fazer a equipe funcionar enquanto lida com a política suja do Ministério da Saúde. Enquanto Mizusawa quer a verdade científica, ela luta para provar que a unidade não é um desperdício de dinheiro público.
Não para por aí: o elenco ainda traz nomes como Yusei Yagi e Keito Tsuna, e a produção contou com consultoria de médicos e policiais reais para garantir que as autópsias não pareçam teatro. Para quem gosta de um mistério com alma e ritmo de investigação séria, Loved One é o play certo da semana na Netflix.

