Tudo bem, eu confesso: quando terminei um episódio recente da Lim Ji-yeon, a sensação foi meio órfã. Sabe quando uma atriz te pega de um jeito que você só quer mais, mas não sabe por onde começar? Pois é. A Lim Ji-yeon tem esse poder — ela não desaparece quando os créditos sobem, ela gruda na memória.
Por isso, fui atrás de outros trabalhos dela que muita gente ainda não viu. E olha, encontrei de tudo: rom-com ensolarada, thriller que te deixa grudado na cadeira, drama histórico de tirar o fôlego. Preparei uma seleção afetiva — e nada óbvia — com seis doramas que vão bem além de My Royal Nemesis. Vem comigo?
1. Desprazer em te Conhecer (2025)
Onde assistir: Prime Video
Vibe: caos romântico com química de “eles se odeiam… até que não”

Sabe aquela comédia romântica que te abraça e não quer desgrudar? Pois é exatamente isso que Desprazer em te Conhecer entrega. Lim Ji-yeon interpreta Wi Jeong-sin, uma jornalista política que, após cobrir um escândalo de corrupção, é rebaixada à editoria de entretenimento — justo ela, que leva o jornalismo tão a sério. No meio do furacão, cruza com um ator famoso (Lee Jung-jae) e aí nasce uma dinâmica deliciosa de faíscas e mal-entendidos.
A produção tem o selo Studio Dragon e chegou a figurar no Top 5 global do Prime Video. Mas o que realmente me fisgou foi a energia “screwball” que a Lim Ji-yeon imprime na protagonista: uma mulher bagunceira e perfeccionista ao mesmo tempo, daquelas que a gente torce mesmo quando ela tropeça no tapete vermelho. É o tipo de dorama que funciona como um respiro depois de um dia pesado.
2. O Conto da Senhora Ok (2024)
Onde assistir: Netflix e Kocowa
Vibe: saga histórica com protagonista que desafia o próprio destino

Mudando completamente de ares: se Desprazer em te Conhecer é um sorvete no verão, O Conto da Senhora Ok é um banquete de inverno — encorpado, dramático e impossível de largar. Situado na era Joseon, o dorama acompanha uma jovem escravizada que assume a identidade de uma aristocrata para sobreviver, e acaba se tornando uma especialista em leis que defende os mais pobres.
Lim Ji-yeon entrega aqui uma das atuações mais elogiadas de 2024, com uma gama que vai da vulnerabilidade mais crua à força silenciosa de quem decide reescrever o próprio destino. A direção é do competente Jin Hyuk, e a produção capricha na reconstituição de época sem perder agilidade. O diferencial? A heroína não luta com espada — ela briga com a inteligência, com a coragem e com um senso de justiça que vai te deixar arrepiada.
3. O Voto de Morte (2023)
Onde assistir: Prime Video
Vibe: thriller distópico que te obriga a questionar sua própria moral

Já pensou em receber no celular uma mensagem pedindo para você votar pela vida ou pela morte de um criminoso? O Voto de Morte parte dessa premissa incômoda: um justiceiro mascarado, o “Gaetal”, convoca a população a decidir o destino de criminosos que escaparam da lei. Lim Ji-yeon assume o papel de Joo Hyun, uma inspetora da polícia cibernética que lidera a caçada ao vigilante — e, no meio do caminho, começa a duvidar das próprias certezas.
A série da SBS estreou com 5,2% de audiência e gerou debates acalorados sobre justiça, linchamento digital e o poder das massas. O que me pegou de verdade foi ver a Lim Ji-yeon em um papel contido, cheio de camadas, bem diferente da vilã explosiva de A Lição. Aqui ela carrega o peso moral da história nas costas, e faz isso com uma sutileza que merecia mais reconhecimento.
4. Mentiras Ocultas no Meu Jardim (2023)
Onde assistir: Prime Video e Viki
Vibe: suspense psicológico denso, daqueles que incomodam na medida certa

Esse aqui é para paladares que curtem um slow burn angustiante. A trama gira em torno de duas mulheres de mundos opostos — uma dona de casa abastada (Kim Tae-hee) e uma gestante vítima de violência doméstica (Lim Ji-yeon) — que se cruzam depois de uma morte suspeita. O clima é opressivo, quase claustrofóbico, e a direção aposta em silêncios longos e planos fechados que amplificam o desconforto.
Lim Ji-yeon aparece praticamente sem maquiagem, exausta e assombrada, e a entrega é tão visceral que parte do público coreano chegou a se preocupar com a saúde dela durante as filmagens. A crítica se dividiu entre quem achou a narrativa arrastada e quem a considerou uma joia atmosférica, mas em um ponto todos concordam: a atriz é o coração pulsante do dorama.
5. La Casa de Papel: Coreia – Part 2 (2022)
Onde assistir: Netflix
Vibe: ação estilizada com uma personagem inédita que rouba a cena

Talvez você já conheça a versão espanhola de La Casa de Papel, mas a adaptação coreana guarda uma surpresa: na Parte 2, Lim Ji-yeon aparece como “Seoul”, uma personagem criada exclusivamente para o remake. Ela é a líder de um grupo de mercenários que vira a carta secreta do Professor no desenrolar do mega-assalto à Casa da Moeda.
O que faz essa entrada valer a pena é a intensidade que ela imprime em cena: “Seoul” é durona, letal com armas e tem um carisma silencioso que conquistou os fãs da franquia. A sequência carrega o DNA visual e sonoro que marcou a série original, mas ganha frescor justamente nos momentos em que aposta em elementos coreanos — e a Lim Ji-yeon é um deles.
6. Bem vindo à Vida (2019)
Onde assistir: Kocowa
Vibe: fantasia jurídica com coração — para rir, refletir e talvez chorar

Vamos fechar com aquele dorama que muita gente deixou passar. Bem vindo à Vida é uma fantasia que coloca um advogado corrupto (Rain) em um universo paralelo, onde ele leva uma vida completamente diferente. Lim Ji-yeon dá vida a Ra Si-on, uma detetive durona que, no mundo original, é ex-namorada dele, mas no universo alternativo carrega dores e alegrias inesperadas.
A dinâmica entre Rain e Lim Ji-yeon é um dos pontos mais celebrados por quem assistiu — tem faísca, tem mágoa, tem reconciliação e muito humor. O dorama é daqueles que começam leves e, quando você vê, já está emocionada pensando nas escolhas que fazemos. Perfeito para maratonar com a família ou para quem busca uma história sobre segundas chances que foge do moralismo barato.
Seis dramas, seis Lim Ji-yeon completamente diferentes — e todas absolutamente magnéticas. O que eu mais gosto nela é essa coragem de nunca se repetir: ela pula do riso ao desespero, da seda ao asfalto, sem perder a verdade. Com essa seleção, seu próximo dorama favorito pode estar a apenas um clique de distância. Qual dessas personas você vai maratonar primeiro?

