O número é grande e aparece rápido: 23,8 bilhões de won em dois anos.
Foi esse o valor que a OA Entertainment, agência fundada pela própria Jennie, repassou à cantora do BLACKPINK desde que a empresa passou a operar de fato. Os dados são do Serviço de Supervisão Financeira da Coreia do Sul e foram divulgados nesta quinta (8). A informação correu os portais coreanos com a frieza de sempre — relatório financeiro, tabela, variação percentual. Mas o que está por trás desses números diz muito sobre como o jogo mudou para artistas do topo.

O que os números mostram
Em 2024, o repasse foi de 14,3 bilhões de won. Em 2025, mais 9,5 bilhões. Somados, os dois anos chegam a 23,8 bilhões. É dinheiro que vem de shows, publicidade, cachês de participação — tudo que a Jennie faz fora do guarda-chuva do BLACKPINK.
A OA Entertainment nasceu em novembro de 2023. O nome fantasia é ODD ATELIER, definido como um espaço para criação de projetos. Jennie tem 100% das ações. A presidente da empresa é Park Nana — a mãe dela.
No primeiro ano completo de operação, a OA registrou receita de 18,9 bilhões de won e lucro operacional de 580 milhões. No ano seguinte, a receita subiu 26%, para 23,8 bilhões. O lucro operacional caiu um pouco: 390 milhões, 33% a menos. Nada que assuste para uma empresa nova.
Ela também coloca dinheiro na empresa
Além de receber, Jennie também injeta capital. Os empréstimos de acionistas da OA fecharam 2025 em 2,86 bilhões de won — oito vezes mais do que no ano anterior. É um movimento contábil comum em empresas desse porte: cobre a diferença entre o que entra de receita e o que sai de despesa operacional. Na prática, Jennie financia o próprio negócio enquanto os pagamentos não chegam.
Não é só ela
O caso da Jennie não é isolado. A P Nation, de Psy, pagou cerca de 17 bilhões de won ao cantor no ano passado, puxados pela turnê “Summer Swag”. Kim Jae-joong, ex-TVXQ, também abriu a iNKODE Entertainment em 2023, voltada tanto para a carreira solo quanto para desenvolver novos artistas.
Um representante do setor resumiu a virada: “No passado, as agências assumiam os riscos e os investimentos em troca de uma divisão de lucros com os artistas. Hoje, artistas com base de fãs consolidada preferem abrir a própria empresa. Para o alto escalão, ter uma agência independente virou mais vantajoso na hora de distribuir receita.”
Dito e feito. Jennie não é mais só contratada. É dona. E os números estão aí para provar.

