O episódio 12 encerrou a luta de Kang Tae Joo para desvendar o caso do serial killer de Kangseong. Elogiado pelo público como a adaptação que mais se aproxima da história real do assassino em série de Hwaseong, O Espantalho (2026) entregou um desfecho amargo: embora o caso tenha sido resolvido, nem todas as vítimas receberam justiça.
Confira a explicação dos principais pontos do final do dorama. Aviso: O texto a seguir contém spoilers.
A resolução do caso e a falta de justiça

O final revela que o autor dos assassinatos em série de Kangseong é Lee Gi Hwan (Jung Moon Sung), irmão mais velho de Lee Gi Beom (Seong Geon Hee). Durante o interrogatório com Kang Tae Joo (Park Hae Soo) em 2019, o criminoso confessa ter matado “12 + 2” pessoas.
A separação dos números ocorre porque os outros dois crimes não foram de responsabilidade exclusiva do serial killer, envolvendo interferência policial. Uma dedução errada da polícia fez com que Im Seok Man (Baek Seung Hwan) fosse acusado por décadas como o assassino da sétima vítima. Além disso, o corpo de Yoon Hye Jin (Lee A Rin) foi ativamente escondido pela polícia até 2019.
Apesar de a verdade vir à tona, a justiça falha. Os policiais envolvidos na manipulação — Cha Si Yeong (Lee Hee Jun), Park Dae Ho (Ryu Hae Jun), Jang Myung Do (Jeon Jae Hong) e Do Hyung Gu (Kim Eun Woo) — não são punidos, pois seus crimes já prescreveram.
Pontas soltas e perguntas sem resposta

O dorama encerra sua narrativa sem esclarecer todas as questões. O roteiro não explica de forma clara como se deu a cronologia da prisão de Lee Gi Hwan pelo assassinato do próprio irmão. O local exato onde o corpo de Yoon Hye Jin foi enterrado também permanece um mistério.
A trajetória do protagonista também é interrompida antes do desfecho judicial, com Kang Tae Joo deixando de ser o profiler de Lee Gi Hwan antes que o assassino recebesse sua sentença final.
O significado do flashback de 1988

Perto do final do episódio 12, uma cena de flashback para 1988 pode causar confusão. A sequência mostra a festa de primeiro aniversário do filho de Kang Sun Young (Seo Ji Hye) e Lee Gi Beom. O momento conta com a presença do serial killer Lee Gi Hwan, dos policiais e promotores corruptos, e até das vítimas de Kangseong, todos confraternizando alegremente.
Na realidade, a cena é apenas um sonho de Kang Tae Joo. A sequência ilustra o desejo profundo do protagonista de que, em 1988, aquela tragédia nunca tivesse acontecido. O sonho carrega um peso simbólico importante: representa Kang Tae Joo começando a fazer as pazes com seu próprio passado, após passar os últimos 30 anos sendo atormentado por pesadelos.

