A trajetória de Do Ji Ui (Lee Jae Wook) em Doutor à Beira do Amor centraliza-se no contraste entre sua alta competência clínica e sua inabilidade social. A transferência para Pyeongdong Do expõe um choque de realidade: o médico pauta sua atuação por padrões estritos que entram em conflito direto com a dinâmica da população local.
Abaixo, detalhamos cinco posturas do protagonista que fundamentam as críticas dos moradores e a dificuldade de convivência com os colegas de trabalho.
1. Rigidez comportamental
Ao chegar à ilha, Ji Ui mantém o distanciamento profissional característico dos grandes centros urbanos. A preferência por focar apenas nos procedimentos, em detrimento da adaptação aos costumes locais, gera barreiras imediatas de comunicação. O personagem falha em estabelecer diálogos informais, o que consolida uma imagem de antipatia e o afasta da comunidade.
2. Inflexibilidade ética e teimosia
O roteiro estabelece os princípios do protagonista como uma via de mão dupla. Se, por um lado, sua fidelidade às diretrizes médicas garante a precisão técnica, por outro, impede negociações práticas. A recusa sistemática em ceder ou considerar as limitações e perspectivas dos moradores durante as discussões pauta as críticas sobre sua teimosia irredutível.
3. Aplicação literal de protocolos
A cultura de saúde de Pyeongdong Do opera em um ritmo menos burocrático e mais pragmático. A exigência de Ji Ui pelo cumprimento rigoroso de todas as etapas burocráticas afasta os pacientes, que interpretam o zelo técnico excessivo como uma complicação desnecessária. O embate direto entre a medicina protocolar e o hábito local motiva recusas frequentes a tratamentos básicos.

4. Decisões clínicas sem viabilidade prática
As escolhas médicas do protagonista são orientadas estritamente pela racionalidade clínica. No entanto, essas decisões frequentemente ignoram as restrições financeiras e logísticas da população isolada. Ao priorizar o cenário médico ideal em vez do tratamento possível, Ji Ui adota condutas que parecem ilógicas ou ineficazes para a sobrevivência diária da comunidade.
5. Extrapolação de funções
O personagem também enfrenta críticas ao intervir em questões que excedem suas atribuições formais no posto de saúde. A tentativa de intervir e resolver problemas periféricos divide a opinião pública interna: enquanto parte do núcleo enxerga a ação como um cuidado genuíno, os demais interpretam a postura como intromissão indevida na estrutura social da ilha.

