Nem todos os K-Dramas aguardados de 2025 corresponderam às expectativas. Esta seleção reúne 11 produções que dividiram opiniões por questões de roteiro, ritmo ou desfecho, sem desconsiderar os pontos positivos de elenco e produção.
Abaixo, reunimos 11 doramas coreanos de 2025 que foram coletivamente apontados por veículos de mídia, especialistas e o público em geral como decepcionantes, com finais ruins ou simplesmente uma perda de tempo. O primeiro da lista é, claro, o mais comentado, “Typhoon Family”, mas os outros também são representantes famosos da queda livre na avaliação.
1. Typhoon Family
Potencial de drama corporativo épico, derrubado por um protagonista “cabeça de vento”
Estrelado por Lee Junho e Kim Min-ha, “Typhoon Family” tinha tudo para ser o drama inspirador do ano. Com a trama centrada na crise financeira asiática de 1997 e a luta de uma pequena empresa para sobreviver, o começo foi aclamado pela abordagem fresca e retrato sensível do ambiente corporativo.
A primeira metade, mostrando problemas de fluxo de caixa, negociações de exportação e a situação dos trabalhadores, era sólida. Mas, conforme a história avançou, a ambição dos roteiristas em abraçar linhas políticas e de monopólio internacional superou sua capacidade.
A trama ficou dispersa e arrastada, e o protagonista masculino foi criticado por se tornar um “CEO apaixonado e irracional”, colocando o romance acima da guerra corporativa. O final excessivamente idealista, quase como um documentário resumindo vidas, deixou a audiência coreana unânime no sentimento: “Tinha potencial para ser lendário, mas virou o símbolo máximo do ‘começou bem e acabou mal'”.

2. Bon Appétit, Vossa Majestade
Premissa de viagem no tempo era ótima, mas o final com um “é segredo” revoltou a todos
Com Yoona (Girls’ Generation) e Lee Chae-min, este drama tinha um potencial explosivo no início: uma chef Michelin viaja no tempo para a Coreia Joseon e conquista um tirano através da comida, entrelaçando romance, poder na corte e batalhas culinárias com doçura e tensão.
O problema começou quando embaixadores da dinastia Ming apareceram. O ritmo desacelerou, os esquemas de poder foram mal desenvolvidos e, no momento crucial de explicar a viagem no tempo e o destino do protagonista, os roteiristas simplesmente largaram um “não importa, é um segredo”, como se estivessem com pressa para acabar.
Muitos espectadores terminaram a série com uma cara de interrogação, dizendo: “Um final desse nível só está queimando o prestígio dos atores”.

3. Polaris – Conspiração Política
Elenco de sonho (Jun Ji-hyun + Kang Dong-won) não salvou a lógica despedaçada
Só o elenco deste original Disney+ já era motivo para ficar ansioso: a “Deusa Nacional” Jun Ji-hyun ao lado do “Bem Público Coreano” Kang Dong-won, com a direção e roteiro de “Little Women” e a equipe de ação de “Força Bruta: Sem Saída” . Tudo indicava um drama de espionagem e romance de alta qualidade.
Na prática, o público ficou confuso: tramas políticas, de assassinato e conspirações internacionais foram todas amontoadas, sem que nenhuma fosse convincente.
Apesar da promessa de “romance e espionagem”, o relacionamento dos protagonistas era tão ralo que parecia uma subtrama. O final foi uma bagunça completa, sendo citado pela mídia coreana como “o maior desperdício de talento de atores famosos do ano”.

4. Twelve
Mundo dos signos do Zodíaco Oriental virou um desastre cinematográfico
O retorno de Ma Dong-seok às séries após nove anos, ao lado de Park Hyung-sik, Seo In-guk, Sung Dong-il, Lee Joo-bin, Go Kyu-pil e até da atriz taiwanesa Leah Lan criou uma expectativa imensa. A ideia de mensageiros celestes baseados nos 12 signos do zodíaco oriental prometia uma série de ação e fantasia super divertida.
O resultado? Os adjetivos mais usados pelo público foram “caótico” e “constrangedor”. O roteiro era raso, a motivação dos vilões pouco clara, as cenas de ação pareciam falsas e infantis, e o ritmo era arrastado. Em votações da indústria para “o pior dorama de 2025”, “Twelve” ganhou disparado. Alguns foram diretos: “Um dos piores K-dramas da história”.

5. Round 6: 3ª Temporada
Final da franquia quebrou recordes de audiência, mas a qualidade desabou
Como a franquia mais emblemática da Netflix, a primeira temporada de “Round 6” levou o conceito de “jogos de vida ou morte + escuridão humana” ao extremo, estabelecendo um padrão altíssimo. A segunda temporada já dividiu opiniões, e a terceira praticamente consolidou o sentimento de decepção.
A maior crítica a “Round 6: 3ª Temporada” foi a falta de originalidade: os jogos não surpreenderam, os arcos dos personagens foram repetitivos, o desenvolvimento emocional foi superficial e o ritmo, arrastado. Apesar de números de streaming impressionantes (graças ao poder da marca), nas comunidades coreanas e fóruns de fãs, esta temporada é vista como “o típico capítulo final que só quer lucrar uma última vez”. Muita gente suspirou: “Se tivesse acabado na primeira temporada, seria uma lenda”.

6. Pergunte às Estrelas
Romance espacial de 50 bilhões de won virou meme de “acasalamento de moscas-das-frutas”
A dupla de peso Lee Min-ho e Kong Hyo-jin, com o diretor de “It’s Okay to Not Be Okay” e a roteirista de “Jealousy Incarnate”, em um projeto da tvN que custou cerca de 50 bilhões de won (cerca de 180 milhões de reais)… Tudo indicava o romance que dominaria as audiências em 2025.
Quem diria que, após a estreia, os trending topics seriam dominados por cenas absurdas de “acasalamento de moscas-das-frutas” e “gravidez no espaço”. A estação espacial, que poderia gerar tensão, virou pano de fundo para tramas desconexas; a química do casal principal (com a premissa de romance entre uma mulher mais velha e um mais novo) foi fraca, e o ritmo lento fez muitos desistirem em três episódios. Com a audiência caindo para uma das mais baixas da história do horário nobre da tvN, a pergunta resumiu tudo: “Onde foi parar tanto dinheiro?”

7. Minha Juventude
Retorno de Song Joong-ki ao romance pareceu uma viagem no tempo de 10 anos
“Minha Juventude“ marcou o retorno de Song Joong-ki aos romances após 8 anos, ao lado de Chun Woo-hee (famosa por “The 8 Show” e “Be Melodramatic”). A equipe criativa, com roteirista de “Run On” e diretora de “Yumi’s Cells”, parecia uma “garantia de romance de qualidade”.
Na verdade, foi um “kit completo de clichês antigos de K-drama”: acidente de carro, doença terminal, segredo de família… Tudo isso com personagens de 35 anos que agiam como adolescentes.
Apesar da fotografia e atmosfera caprichadas, a trama foi rasa e não conseguiu construir emoção, ficando com audiências entre 1% e 2%. O público foi direto: “Não é culpa dos atores, mas o roteiro parece ter sido desenterrado de uma pasta de dez anos atrás”.

8. Um Amor no Paraíso
Romance “avó-neto” começou incrível, mas um final apressado estragou tudo
Estrelado pela veterana Kim Hye-ja e por Son Seok-gu, este drama começou com uma premissa ousada e tocante: um romance entre uma idosa e um homem mais jovem, explorando velhice, arrependimentos e uma segunda chance na vida. Os primeiros episódios foram aclamados, vistos como possível sucessor de “Our Blues” no quesito dramas de cura.
Infelizmente, a partir do meio, a história perdeu o rumo. Os conflitos tornaram-se irritantes, as motivações dos personagens, confusas, e o final apostou em chantagem emocional e subtramas melodramáticas, totalmente dissonantes do tom delicado do início. Muitos terminaram a série com um gosto amargo: “Tinha tudo para ser excelente, mas insistiu em seguir o caminho do final ruim”.

9. Um Bom Garoto
Drama esportivo desandou, e as cenas de luta cansaram
A nova série de Park Bo-gum após o sucesso de “Se a Vida te Der Tangerinas…”, ao lado de Kim So-hyun, Oh Jung-se e Lee Sang-yi, com uma equipe criativa premiada… A expectativa era por um drama divertido, cheio de adrenalina e crescimento pessoal.
No ar, porém, as cenas de boxe, que pareciam empolgantes no começo, ficaram repetitivas. O ritmo se arrastou a ponto de cansar o público.
Em plataformas de streaming, a discussão foi pequena, restando apenas fãs dizendo: “Só continuei por causa do Bo-gum”. Resumindo: elenco maravilhoso, premissa boa, mas um roteiro fraco e ritmo problemático resultaram em uma obra que não emocionou ninguém.

10. A primeira noite com o Duque
Comédia “cafona” divertiu no começo, mas final alterado irritou fãs do original
Com Ok Taec-yeon (2PM) e Seohyun (Girls’ Generation), este drama de fantasia histórica conquistou o público com elementos como “viajar para dentro de um livro”, “dormir juntos primeiro, amor depois” e “arrependimento e perseguição”. O tom cômico, doce e descontraído foi um alívio para muitos.
Mas na segunda metade, a trama começou a enfiar conspirações e intrigas palacianas desnecessárias. O ritmo leve deu lugar a um arrastado, e o final, por desviar muito da obra original e deixar pontas soltas no romance, enfureceu os fãs do livro. Muitos admitiram: “Os primeiros episódios eram viciantes, mas a série se perdeu completamente no final”.

11. New Utopia
Até zumbis conseguiram entediar o público neste caso raro
Com Jisoo (BLACKPINK) e Park Jung-min (ator frequentemente elogiado no cinema), “Nova Utopia” prometia uma tensão estilo “Train to Busan” ou “Kingdom”, com a premissa de uma unidade militar antiaérea lutando contra zumbis.
O resultado final, porém, foi “um filme de zumbis sem tensão” e “um desastre que não gera ansiedade”. Ritmo lento, furos de lógica e até as cenas que deveriam ser engraçadas soaram constrangedoras.
A atuação de Jisoo também foi amplamente criticada na Coreia. Muitos espectadores desistiram no meio e sentenciaram: “Este é o drama que nem os zumbis conseguem salvar”.
O problema não foram os atores, mas as histórias mal trabalhadas
De “Typhoon Family” a “Twelve”, estes 11 dramas têm algo em comum: quase todos tinham elenco de sonho e premissas criativas. O que decepcionou, na maioria das vezes, foi o roteiro que não soube amarrar as pontas, o ritmo descontrolado ou a ambição excessiva que sacrificou o desenvolvimento dos personagens e das emoções.
O público não tem medo de dramas simples, de temas nichados, e nem exige sempre superproduções ou “universos”. Basta que a lógica da história se sustente e que as emoções sejam convincentes para que uma obra seja lembrada.
Mas quando a expectativa é elevada ao máximo no começo e respondida com um final ruim, é natural que o drama acabe na “lista anual de perda de tempo”.
Mas nem tudo foi ruim esse ano! Se você quer limpar a vista com coisa boa, confira nossa lista dos Melhores Doramas de 2025 aqui.

