Sabe aquele dia que você só quer um dorama que não te faça sofrer por dez episódios seguidos? Dali e o Príncipe Metido é exatamente esse tipo de “romance conforto”. Ele está lá no catálogo do Viki e, honestamente, entrega uma maturidade que muito lançamento badalado que anda saindo por aí não tem.
A história junta dois mundos que, em qualquer outro roteiro, seriam incompatíveis. De um lado, a Kim Dali (Park Gyu-young), uma pesquisadora de arte que fala cinco línguas, mas não faz a menor ideia de quanto custa um quilo de arroz. Do outro, o Jin Mu-hak (Kim Min-jae), um empresário que ficou rico vendendo sopa de porco e que não entende absolutamente nada de arte — e nem finge que entende. Nas mãos erradas, isso viraria uma daquelas novelas pesadas sobre diferença de classes, mas aqui a coisa funciona de um jeito muito mais leve e honesto.

E o melhor aparece rápido. O que faz a série engrenar de verdade não é aquele clichê batido do “homem salvador”, mas o respeito que surge entre os dois. O Mu-hak é barulhento, usa umas roupas de gosto duvidoso e só pensa em lucro, mas ele nunca tenta diminuir a Dali. Pelo contrário: ele se apaixona pelo cérebro dela. Ver um protagonista masculino que admira a inteligência da parceira, em vez de se sentir ameaçado por ela, faz o roteiro fugir do óbvio rapidinho.
A química entre Park Gyu-young e Kim Min-jae é o ponto alto. Eles se tratam como adultos, os diálogos são rápidos e o romance não parece engessado ou infantil. Além disso, o cenário das galerias de arte deixa tudo visualmente muito bonito, sem aquela pompa que geralmente cansa quem está assistindo.
No fim das contas, são 16 episódios que não se arrastam e fecham bem a história, sem inventar dramas desnecessários na reta final só para esticar o tempo. Se você quer algo leve para o fim de semana que não subestima sua inteligência, a série está disponível no Viki com legendas em português e vale fácil o play.

