A revolta dos espectadores concentra-se em três escolhas específicas de direção de arte e roteiro. O primeiro erro envolve os termos utilizados durante a cerimônia de coroação na trama, que remetem diretamente a proclamações historicamente direcionadas a estados vassalos.
Em seguida, o personagem do príncipe, vivido por Byeon Woo-seok, aparece utilizando o gyum yonguang (um chapéu com nove fios de contas), peça restrita a senhores feudais subordinados ao império chinês. Para agravar a situação, a personagem da atriz IU realiza uma cerimônia de chá em estilo puramente chinês e chega a recusar o uso do hanbok, a vestimenta tradicional coreana.
Na Coreia do Sul, essas decisões foram interpretadas como uma ofensa frontal à soberania e à identidade cultural da nação. A produtora do drama divulgou um comunicado admitindo as falhas de pesquisa e prometeu editar o áudio e as legendas dos episódios já disponibilizados, mas a medida não conteve a escalada da crise. A VANK (Voluntary Agency Network of Korea), organização com foco diplomático, enviou uma queixa formal à divisão global do Disney+. O argumento da entidade é que a distribuição internacional da série pode induzir o público estrangeiro a interpretar erroneamente o status histórico e geopolítico da Coreia.
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O choro de IU e a responsabilidade do elenco
A pressão social atingiu em cheio o elenco principal, reacendendo um debate antigo na indústria de entretenimento do país: a responsabilização pública dos atores diante de falhas estruturais que, tecnicamente, deveriam ser creditadas aos diretores e consultores históricos.
Forçado a se posicionar, Byeon Woo-seok publicou uma carta escrita à mão, na qual pede desculpas abertas por não ter analisado o contexto histórico do roteiro com a devida profundidade antes de aceitar o papel.
IU seguiu a mesma diretriz, mas com um impacto emocional ainda maior. Em sua retratação oficial, a atriz afirmou sentir vergonha por não ter estudado o material adequadamente. Durante um evento privado recente, ela chegou a realizar uma reverência de 90 graus — um gesto de profundo pedido de perdão na cultura coreana — aos prantos diante do público.
A plataforma Disney+ ainda não emitiu um posicionamento oficial sobre a possível remoção ou alteração do conteúdo em seu catálogo global.

