5 lições de vida e insights deixados pelo final do dorama ‘A Gente Tenta’

Estrelada por Koo Kyo Hwan e Go Youn Jung, a série se despede do público entregando mensagens profundas através de detalhes cotidianos.

Hwang Dong Man em a gente tenta
Após 20 anos de lutas e projetos engavetados, o protagonista encerra a trama com o reconhecimento da indústria (Créditos: Netflix/Divulgação)

O drama coreano A Gente Tenta finalmente chegou ao seu encerramento no último domingo (24 de maio de 2026). A produção se destacou por revelar pequenos detalhes que, inicialmente, pareciam simples, mas que guardavam camadas de significado profundo quando analisados em conjunto.

A história de Hwang Dong Man (Koo Kyo Hwan) e Byeon Eun A (Go Youn Jung), duas pessoas frequentemente taxadas de fracassadas, provou ser de fácil identificação para o público. Sem a necessidade de exageros ou reviravoltas mirabolantes, a trama deixou lições valiosas espalhadas por pequenos momentos.

Confira cinco insights interessantes deixados pelo dorama:

1. Todo mundo quer ter a chance de realizar seus sonhos

O ator Koo Kyo Hwan caracterizado como o aspirante a diretor Hwang Dong Man.
Apesar das rejeições, o protagonista mantém a resiliência para alcançar seu grande objetivo profissional (Créditos: Divulgação)

Hwang Dong Man é um diretor que já exerce a profissão há duas décadas. Ele faz parte de um clube chamado The Eight e carrega o peso de ser o único do grupo que ainda não conseguiu estrear oficialmente.

Embora não demonstre tristeza publicamente, ele deseja estar na mesma posição de seus amigos. O protagonista já enviou seu roteiro diversas vezes em busca de financiamento, sempre fracassando. Ele chega a admitir sentir inveja dos colegas que recebem críticas ou elogios por seus filmes. No entanto, mesmo sendo alvo frequente de zombaria, ele não desiste de lutar pelo sonho de se tornar um diretor reconhecido.

2. Família, às vezes, não tem a ver com laços de sangue

A atriz Go Youn Jung em uma cena de tom intimista e familiar.
A personagem abandonou o nome de batismo e encontrou conforto emocional fora de sua família biológica (Créditos: Divulgação)

Byeon Eun A carrega traumas severos desde a infância. Seus pais se divorciaram, a mãe a deixou com o pai, e ela chegou a ser abandonada por ele por quase um mês quando criança. A repressão emocional é tão forte que resulta em sangramentos nasais frequentes.

Na vida adulta, ela não tem um bom relacionamento com a mãe biológica, a atriz de primeira linha Oh Jeong Hui (Bae Jong Ok). Marcada pela negligência, Eun A optou por abandonar seu nome de nascimento (Byeon Si On) e viver com uma avó postiça. É com essa figura, sem nenhum laço de sangue, que ela consegue sentir e vivenciar o verdadeiro significado de família.

3. A paciência também tem limites

A atriz Go Youn Jung com expressão séria encarando seu chefe no escritório.
O encontro com Dong Man serviu de gatilho para que a protagonista passasse a se defender no ambiente de trabalho (Créditos: Divulgação)

No ambiente de trabalho, Eun A é frequentemente humilhada por seu chefe, Choi Dong Hyeon (Choi Won Young), que rejeita suas escolhas de roteiro. Importunada também por colegas, sua postura inicial era o silêncio e a paciência.

Tudo muda após conhecer Hwang Dong Man. Ela se torna mais expressiva e ganha coragem para expor suas frustrações ao ser tratada de forma injusta. A partir desse ponto, ela passa a demonstrar abertamente sua irritação e tristeza para qualquer pessoa que a desrespeite.

4. Um escritor tem o direito de preservar a essência da sua história

A atriz Bae Jong Ok caracterizada como a estrela Oh Jeong Hui.
A recusa de Eun A em alterar o gênero do personagem principal reforça a importância da integridade criativa (Créditos: Divulgação)

A protagonista se envolve secretamente na redação do roteiro do filme Knock Knock Knock, dirigido por Ma Jae Yeong (Kim Jong Hoon), usando o pseudônimo Yeong Shil.

Devido à qualidade da trama, sua mãe, Oh Jeong Hui, insiste em assumir o papel principal. Eun A, no entanto, recusa firmemente a proposta. Ela defende que a essência do texto deve ser preservada e, como o personagem original foi escrito como masculino, ela não aceita que ele seja transformado em feminino apenas para acomodar a atriz.

5. O passado pode servir de apoio para o futuro

Koo Kyo Hwan e Go Youn Jung lado a lado.
Os traumas familiares serviram como combustível para que os personagens desenvolvessem resiliência (Créditos: Divulgação)

Ambos os personagens carregam feridas não cicatrizadas por conta de seus históricos familiares. Enquanto Eun A foi negligenciada, Dong Man lida com a dor de ter perdido os pais um após o outro e o sumiço de seu sobrinho.

Essas memórias frequentemente trazem dores antigas à tona. Contudo, o dorama mostra que esse mesmo passado doloroso pode servir de base e apoio para que eles se tornem pessoas mais fortes e resilientes, prontas para enfrentar os desafios futuros.

A Gente Tenta encerra sua jornada na Netflix provando que não é preciso se apoiar em grandes conflitos explosivos. É através de decisões sutis, diálogos precisos e da evolução natural de seus personagens que as grandes lições da obra se revelam.

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